Por uma boa causa! :)

Por uma boa causa! :)
O grupo com as t-shirts relativas ao projecto :)

sábado, 30 de janeiro de 2010

Quem quer ajudar futuros terapeutas?



Foi com grande agrado e com grande satisfação que recebemos um mail da Isabel (mãe da Cecília, menina com Perturbações da Espectro do Autismo, com 8 anos de idade), que está disposta a ajudar-nos a encontrar mais um caso de um menino autista para que possamos filmar e para os respectivos pais darem o seu depoimento.
Fica aqui o post que a Isabel colocou no site  http://autistasdeportugal.ning.com/, nomeadamente http://autistasdeportugal.ning.com/profiles/blogs/quem-quer-ajudar-futuros?xgs=1&xg_source=msg_share_url , onde está expresso o seguinte texto de Isabel :

 Existe um grupo de alunos do 12º ano de uma escola de Vila Real, que vai fazer um trabalho sobre o AUTISMO.


Contactaram-me através da Dra. Rita Costa, da A.A.M.A. - Associação de Actividade Motora Adaptada, coordenadora da natação adaptada, na Piscina do Rego e no Lar Militar da Cruz Vermelha, no Lumiar, em Lisboa.

Solicitaram o meu testemunho como mãe de uma menina com autismo e se autorizaria a filmagem de 1 dia da Cecília, minha filha, de 8 anos, com Autismo. Concordei. Afinal, precisamos cada vez mais de técnicos especializados e vocacionados para trabalhar as crianças e jovens com dificuldades de desenvolvimento.

Nada melhor, do que se apaixonarem pela sua vocação desde muito novos, para se empenharem em estudar a fim de poderem ajudar futuramente, crianças e jovens o mais precocemente possível, a tornarem-se independentes e felizes.

Assim, já decidiram em grupo, descer até Lisboa, nos dias 5, 6 e 7 de Abril (férias da Páscoa).



Perguntam-me, se conheço algum pai ou mãe de um menino com autismo, e de preferência que residam em Lisboa, que também aceite colaborar com eles, neste trabalho escolar.



É neste sentido, que estou a deixar esta mensagem. Será que algum de vós, nestas condições, quererá colaborar com estes jovens produtivos.



A porta-voz deste grupo, 3, é a Sara Novais.

Deixo aqui o endereço deles: grupoapautismo@gmail.com, para dúvidas que vos possam surgir.


Um abraço forte para os graúdos e beijinhos para os miúdos

Isabel Barbosa
 
 
 
 
 
 
 
MUITO OBRIGADA PELA COLABORAÇÃO.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Testemunho de uma irmã

Paula, 18 anos, frequenta o 12º ano, tem um irmão autista 5 anos mais novo.





“Agora admiro a maneira dele ser. Aprendi a ver de outra maneira… aprendi a ver o que há de positivo nele, por exemplo, ele está sempre feliz, para ele nunca há problemas, nunca está mal disposto. Só está mal disposto por causa do computador porque se deixassem ele estava sempre no computador… ele explora os jogos e é muito bom nos jogos… e fala espontaneamente sobre os jogos de computador e de playstation. Ele é impressionante a jogar, … tem muito vocabulário de inglês. Fico espantada como ele sabe tanto e é tão competente no computador. No inglês ele sabe muitas palavras e muito vocabulário, às vezes quando não sei pergunto-lhe mas na conversação ele não consegue, é como no português. Eu penso muito como ele seria se fosse normal… porque ele é uma pessoa muito inteligente mas… se calhar não ia ser uma pessoa tão interessante. Eu tenho uma relação muito especial com este irmão. Eu gosto muito dele porque ele é muito afectivo, dá muitos abraços e muitos beijinhos, e eu gosto disso... Eu dou-lhe mais atenção do que eu aos outros irmãos. É o meu irmão do coração! É como eu digo, o João é o meu príncipe!”

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Aula 21 Janeiro 2010*



Terça fomos buscar os nossos famosos pin's :) Ficaram mesmo bem.
Vamos vende-los assim como t-shirts e porta-chaves no dia das broas (3 de Fevereiro) aqui na escola e também na rua junto das pessoas. Esperamos angariar fundos que vão reverter a favor de instituições de apoio ao autismo.
Além disso amanha vamos também às instalações da APPDA-Norte no Porto, por isso estamos a organizar a viagem. Esperamos obter as informações que necessitamos e ainda gravar alguns depoimentos nessa mesmo instituição.
Esperemos que tudo corra bem!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010







  Durante a última quinta-feira de aulas do 1º Período procedemos à realização dos questionários pela escola, fomos a salas de aulas do 7º, 8º,9º e 10º ano. Tivemos bastante sorte pois todos os professores tiveram a simpatia de nos deixar interromper as suas aulas durante uns minutos e fazermos os questionários. Assim conseguimos realizar ao todo 62 questionários que pretendiam apurar se a comunidade estudantil estava informada acerca da Doença do Autismo.


Os resultados obtidos ficaram dentro das nossas expectativas. As pessoas não estão devidamente informadas relativamente a esta doença, nem sabem como lidar com uma situação destas. Não sabem onde recorrer nem onde pedir ajuda.

Portanto esta será a nossa missão ao logo deste ano lectivo, alertar a comunidade para a existência destas pessoas, pessoas estas que muitas vezes estão mesmo ao nosso lado. Vamos dar o nosso melhor e esperamos que no fim tenhamos ajudado alguém, porque uma pequena mudança pode fazer a diferença ;)

sábado, 9 de janeiro de 2010

AMA

Na passada aula de área de projecto, tentamos contactar várias instituiçoes relacionada com o autismo. Para nossa surpresa, obtivemos resposta da AMA (Associação de amigos do Autismo), que se disponibilizou em nos receber lá com muito gosto.
Esta associação tem como obectivos:
Fazer um levantamento rigoroso dos casos de PEA existentes

Melhorar a qualidade de vida e apoiar o cidadão com PEA, desde a infância à idade adulta
Informar, dar apoio e formação às famílias
Interagir com os Centros Hospitalares nos seus cuidados médicos, colaborar e dinamizar na integração escolar e social
Prestar apoios de Psicologia, Terapia da Fala, Terapia Ocupacional, Serviço Social, às crianças e aos jovens com PEA
Criação de um CAO (Centro de Actividades Ocupacionais) e de uma Residência
Promover a intervenção precoce multidisciplinar de crianças com PEA
Promover a formação de Técnicos, Professores, Educadores, Auxiliares de Educação, Assistentes Sociais, ....
Promover a defesa dos direitos e benefícios dos cidadãos com PEA, assim como a realização de actividades sócio-culturais e recreativas de inserção

Ficamos muito contentes com o facto de pudermos ir até Viana do Castelo conversar com esta associação , que se mostrou disponivel para nos receber.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Quais as Manifestações mais Comuns?


Quais as Manifestações mais Comuns?
1.Isolamento
2.Ausência/alterações ao nível da linguagem
3.Evitamento do contacto visual
4.Desinteresse pelas pessoas e/ou jogos (brincar)
5.Medos pouco usuais
6.Uso inadequado de objectos
7.Resistência a aprendizagem
8.Girar obsessivamente objectos
9.Riso ou choro sem motivo aparente
10.Ausência da consciência do perigo
11.Inconsistência nas respostas aos sons
12.Ligação obsessiva a objectos
13.Rejeição do contacto físico
14.Resistência à mudança
15.Comportamentos e actividades repetitivas e estereotipadas


Isolamento
Crianças com autismo manifestam um aparente alheamento relativamente ao meio, não mostrando interesse no contacto com outras pessoas.

Não interage com outras crianças ou adultos, mas quando interagem fazem-no de forma inadequada.

Ausência/alterações ao nível da linguagem

Cerca de 50% das pessoas com autismo não desenvolvem a linguagem (às vezes este é o primeiro sinal de alarme para os pais).

Os que têm linguagem apresentam alterações significativas, nomeadamente dificuldade ou incapacidade de usar a linguagem na comunicação com o outro. Dificuldade ou incapacidade de falar na primeira pessoa (não dizem o “eu”, referem-se a si próprios na segunda ou terceira pessoa). Respondem repetindo a pergunta ou parte dela (ecolalia). Alterações no tom e ritmo do discurso. Dificuldades na compreensão da linguagem, interpretação no sentido literal, dificuldade em “apanhar o segundo sentido”, p.ex., um comentário do tipo “o ar hoje está pesado” é entendido no sentido literal, ou seja a criança entendeu que o ar pesa – Quilogramas.

Evitamento do contacto visual

Normalmente não estabelece contacto visual directo (olhos nos olhos) com as pessoas e/ou actividades do momento (p.ex., quando pintam não olham para o papel), dependendo mais do olhar periférico “pelo canto do olho”. Por vezes olham o outro mas aparentemente sem o ver (como se fosse Transparente).

Desinteresse pelas pessoas e/ou jogos

Crianças com autismo não têm capacidade espontânea para iniciar um jogo com significado que envolva a imaginação – jogo simbólico, faz de conta. Tendem a envolver-se em actividades repetitivas não interagindo com as outras crianças ou adultos, p.ex., preferem atirar uma bola contra a parede do que para outra pessoa. Preferem brincar sozinhas.

Medos pouco usuais

Crianças com autismo respondem aos estímulos sensoriais (visão, olfacto, tacto, paladar e audição) de maneira pouco previsível, p.ex., estímulos visuais com cores brilhantes podem fascinar algumas e provocar ansiedade ou medo irracional noutros. Estas crianças têm dificuldade em regular os estímulos sensoriais.

Uso inadequado de objectos

Crianças com autismo parecem fascinadas por partes de brinquedos, como as rodas de um carro, não mostrando interesse pelo brinquedo em si.

Com frequência desenvolvem uma ligação obsessiva com determinados objectos, podendo a perda destes causar um estado de grandes ansiedade e excitação.

Resistência a aprendizagem

Crianças com autismo têm grandes défices na área da comunicação, isto é dificuldades em compreender tanto as instruções verbais como não verbais, (gestos, mímica, expressões faciais, etc.)

Parecem mostrar pouco interesse e rejeitar as tentativas de aprendizagem, especialmente quando não há uma recompensa imediata.

Girar obsessivamente objectos

Objectos redondos e susceptíveis de poderem rodar produzem uma enorme atracção, p.ex., colocam um carro de perna para o ar e fazem rodar incessantemente as rodas.

Riso ou choro sem motivo aparente

Crianças com autismo podem rir, chorar ou gritar em situações inapropriadas e sem motivo aparente, p.ex., riem-se quando alguém grita ou ficam com medo quando alguém ri.

Em algumas crianças estas atitudes desajustadas prolongam-se criando situações de grande ansiedade, tanto para elas como para os pais.

Ausência da consciência do perigo

Ausência de receio de perigos reais e medo irracional de situações comuns. Isto poderá ser consequência da falta de compreensão das situações ou seja, não estabelecem a correlação entre causa e efeito.

Inconsistência nas respostas aos sons

Crianças com autismo podem ignorar sons altos e reagir a um murmúrio ou ao roçar das folhas de papel.

Em muitas circunstâncias poderá parecer que têm problemas de audição (surge então a hipótese da surdez).

Ligação obsessiva a objectos

Muitas crianças com autismo estabelecem ligações bizarras a certos objectos ou a partes de objectos, como pedras, peças de brinquedos, etc. Poderão ficar fascinados por objectos que produzam som (copos, campainhas, …). Os objectos são muitas vezes seleccionados por uma característica particular (cor, textura e forma) e são transportados para toda a parte. Ficam tensas ou mesmo em pânico se alguém pretende tirar-lhos.

Rejeição do contacto físico

Muitas crianças com autismo podem resistir ou mostrar desagrado a serem pegadas ou tocadas. Não é raro os pais dizerem “ele estava tão feliz quando estava sozinho, mas começou a gritar e a chorar quando o peguei ao colo”. Muitas crianças não exibem movimentos de antecipação para serem pegadas ao colo, adoptando a 2postura de boneco”. Com frequência, mesmo em situações geradoras de stress, não procuram o necessário conforto, ajuda ou segurança junto de adultos ou de outras crianças. A sua capacidade em mostrar empatia é invariavelmente deficiente, traduz-se numa perturbação da interacção social e dificuldades no estabelecimento de relações de amizade.

Resistência à mudança

Com muita frequência estas crianças aderem de forma inflexível a determinadas rotinas, geralmente não funcionais, e que assumem uma forma doentia, p.ex. quando vão para a escola têm de ir sempre pelo mesmo caminho e para se vestirem têm de seguir uma determinada sequência.

Há uma intolerância às mudanças de ambiente (pequenas mudanças verificadas no quarto poderão produzir uma grande irritabilidade).

As crianças com autismo sentem-se mais seguras e confortáveis em ambientes estruturados e previsíveis. Qualquer alteração ou desvio à rotina não planeada podem causar ansiedade e conduzir a comportamentos bizarros ou a um estado de extremo stress.

Comportamentos e actividades repetitivas e estereotipadas

Tendência a manterem-se em actividades repetitivas, estereotipadas e rotineiras. Podem tratar-se de rotinas simples ou extremamente complexas, p.ex., bater em superfícies, balancear, cheirar pessoas e coisas, abanar os braços, torcer os dedos, com os braços flectidos fazer batimentos repetitivos das mãos, coleccionar os mais diversos objectos/partes de objectos/lixos, alinhar objectos, etc.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

DELFINOTERAPIA - ‘Doutores’ de barbatanas

Este tipo de tratamento que envolve os golfinhos tem sido amplamente adoptado pelos psicólogos, este aumenta a capacidade de aprendizagem das crianças autistas ou das crianças com défice de aprendizagem.
O golfinho está presente na história da humanidade desde a civilação grega onde temos relatos de marinheiros salvos por estes mamiferos marinhos. Na actualidade estes pequenos seres ajudam no tratamento de pessoas autistas, com surdez ou mesmo com sindrome de Down.
O caso mais conhecido é do menino britânico de 8 anos Nikki Brice que, como havia nascido surdo, nunca tinha pronunciado uma palavra. Três dias após ter experimentado a terapia especial com golfinhos Nikki começou a falar.
Este é apenas um dos muitos casos de sucesso que podemos encontrar nos dias de hoje. A Delfinoterapia é uma das terapias que apresenta maior taxa de sucesso, sendo que, as pessoas que desejem receber esta terapia, terão de enfrentar listas de espera que em alguns casos chegam mesmo a sete anos.
Os médicos e psicólogos do Centro de Terapia Golfinho-Humanos de Miami não têm ainda uma explicação para este fenómeno.
A teoria do Doutor David Nathanson, director do maior centro de Delfinoterapia, defende que este espantoso facto se deve à exclusiva habilidade sonar que os golfinhos usam para detectar desordens neurologicas nas pessoas.
Os golfinhos emitem sons especificos que, quando encontra um objecto é reflectido de volta ao animal que vai processar a informação recebida. Assim, o golfinho forma imagens que dependem da densidade dos diferentes materiais. Para David Cole, cientista da equipa do doutor Nathanson, a energia contida nestes sons emitidos pelos golfinhos têm também a capacidade de curar pois têm energia suficiente para fazer buracos na estrutura molecular de fluidos e tecidos macios. Explica ainda que "esta hipótese que começa a tomar forma mostra que esses sons alteram o metabolismo celular do corpo humano, causando a libertação de hormonas e endorfinas, ou mesmo estimulando a produção de células-T (defesa imunológica).